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Manda Bala (Send a Bullet) é um documentário estadunidense de 2007 dirigido por Jason Kohn sobre a corrupção e o sequestro no Brasil.
Manda Bala traça o perfil de pessoas como um empresário que blinda seu carro, um cirurgião plástico que reconstrói as orelhas de vítimas de sequestro, e o ex-Governador e Senador Jáder Barbalho, um poderoso político brasileiro do estado do Pará, que usava uma fazenda de rãs para lavagem de dinheiro, e o próprio criador de rãs (ver SUDAM). O filme explica muitas das razões para a corrupção brasileira, incluindo o fato que políticos em exercício, perante a lei, têm tratamento e julgamento diferentes de civis, e consequentemente nunca serão punidos por crimes que cometeram enquanto exerciam seus cargos. Outro fator - e outro ponto principal do filme - é a ubiquidade do sequestro no Brasil, o que garante que a chance de alguma compensação ou reparo é muito baixa, e que o inimigo de alguém (político ou outro qualquer) está sujeito a "desaparecer" com certa facilidade. O diretor americano Jason Kohn classificou seu filme como uma espécie de Robocop: "Eu imaginei Manda Bala como um Robocop da vida real, demonstrando uma sociedade verdadeiramente defeituosa e violenta".
O filme estreou em 20 de janeiro de 2007 no Sundance Film Festival, onde ganhou o Grande Prêmio do Júri na categoria Documentários, e o prêmio de Excelência em Cinematografia. O mesmo teve um lançamento limitado na América do Norte, começando em 17 de Agosto de 2007. Em 18 de março de 2008, ganhou o prêmio de "Outstanding Achievement" na categoria não-ficção no inaugural Cinema Eye Honors.
O filme foi bastante criticado por sua falta de ética e o tom sensacionalista do documentário. Em uma cena do filme crianças nas ruas do bairro Jaderlândia da periferia de Belém, brincam de sequestrar umas as outras e cortar suas orelhas. O professor de cinema Hudson Moura perguntou ao diretor na época do lançamento do filme no Festival de cinema de Vancouver se aquela sequência era verdadeira, "Kohn admite ter pedido às crianças para fazer a mímica da violência." O professor conclui o artigo chamando a atenção para a responsabilidade ético-social do documentarista: "Ou Manda Bala é oportunista ou falta com a ética-social", aquela do tato e do cuidado ao lidar com temas polêmicos e delicados de uma sociedade estrangeira. Aliás, um cuidado que todo documentarista deve ter quando mira sua câmera para uma realidade qualquer." Segundo Rafaela Costa, um filme sobre brasileiros que não pode ser exibido no Brasil é algo suspeitoso. Ela acredita que a ética de Kohn já começa a cair por terra quando ele coloca o aviso no início do filme: "Um filme que não pode ser exibido no Brasil". "Acredito que uma obra, a partir do momento que é lançada ao público não possui mais fronteiras." Segundo a revista Bravo, Kohn teria agido de forma no mínimo duvidosa na condução das entrevistas. O cirurgião plástico, Dr. Avelar, entrevistado por Khon, foi informado na época que o filme era sobre reconstrução de orelhas e que nunca havia dito que os seus principais clientes eram vítimas de sequestro.