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Transtorno somatoforme | |
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Sintomas psicológico são mais comuns após notícias trágicas. | |
Especialidade | psiquiatria, psicologia clínica, psicossomática |
Classificação e recursos externos | |
CID-11 | 6C20 |
CID-10 | F45 |
CID-9 | 300.8 |
DiseasesDB | 1645 |
eMedicine | med/3527 |
MeSH | D013001 |
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Transtorno somatoforme é a classificação médica para doenças que persistem apesar dos transtornos físicos presentes não explicarem nem a natureza e extensão dos sintomas, nem o sofrimento e as preocupações do sujeito. Está associado à busca persistente de assistência médica e de familiares e amigos.[1][2]
Os transtornos somatoformes podem ser divididos em[1]:
Transtorno caracterizado essencialmente pela presença de sintomas físicos, múltiplos, recorrentes e variáveis no tempo, persistindo ao menos por dois anos. A maioria dos pacientes teve uma longa e complicada história de contato tanto com a assistência médica primária quanto especializada durante as quais muitas investigações negativas ou cirurgias exploratórias sem resultado podem ter sido realizadas. Os sintomas podem estar referidos a qualquer parte ou sistema do corpo. O curso da doença é crônico e flutuante, e freqüentemente se associa a uma alteração do comportamento social, interpessoal e familiar.[1]
Preocupação persistente com a presença eventual de um ou de vários transtornos somáticos graves e progressivos. Os pacientes manifestam queixas somáticas persistentes ou uma preocupação duradoura com a sua aparência física. Sensações e sinais físicos normais ou triviais são freqüentemente interpretados pelo sujeito como anormais ou perturbadores. A atenção do sujeito se concentra em geral em um ou dois órgãos ou sistemas. Existem freqüentemente depressão e ansiedade importantes, e que podem justificar um diagnóstico suplementar.[1]
O paciente atribui seus sintomas a um transtorno somático de um sistema ou de órgão inervado e controlado, em grande parte ou inteiramente, pelo sistema neurovegetativo: sistema cardiovascular, gastrointestinal, respiratório e urogenital. Os sintomas são habitualmente de dois tipos, sendo que nenhum dos dois indica transtorno somático do órgão ou do sistema referido. O primeiro tipo consiste de queixas a respeito de um hiperfuncionamento neurovegetativo, por exemplo palpitações, transpiração, ondas de calor ou de frio, tremores, assim como por expressão de medo e perturbação com a possibilidade de uma doença física. O segundo tipo consiste de queixas subjetivas inespecíficas e variáveis, por exemplo dores e sofrimentos, e sensações de queimação, peso, aperto e inchaço ou distensão, atribuídos pelo paciente a um órgão ou sistema específico.[1]
Queixa predominante é uma dor persistente, intensa e angustiante, dor esta não explicável inteiramente por um processo fisiológico ou um transtorno físico, e ocorrendo num contexto de conflitos emocionais e de problemas psicossociais suficientemente importantes para permitir a conclusão de que os mesmos sejam a causa essencial do transtorno. O resultado é em geral uma maior atenção em suporte e assistência quer pessoal, quer médica. Uma dor considerada como psicogênica mas ocorrendo no curso de um transtorno depressivo ou de uma esquizofrenia não deve ser aqui classificada.[1]
Preocupação com um defeito imaginado na aparência. Se alguma anomalia física está presente, a preocupação da pessoa é claramente excessiva. Essa preocupação causa sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo funcional (por exemplo causando dificuldade na socialização ou problemas de saúde).[2]
Múltiplas queixas de sintomas físicos (com causas psicológicas), que variam com o tempo e são persistentes, mas que não correspondem ao quadro clínico completo e típico de nenhum outro transtorno somatoforme.[1]
Existem múltiplas causas a serem identificadas pelo psicólogo[4]:
O diagnóstico é feito por exclusão, ou seja, apenas quando todas as causas orgânicas prováveis são descartadas pode-se tentar o diagnóstico de um transtorno somatoforme. Os critérios segundo o DSM-IV são[2]:
Como a maior parte dos transtornos somatoformes estão classificados como indiferenciados, uma alternativa para fazer esse diagnóstico resumindo a um único critério: "4 sintomas para homens ou 6 sintomas para mulheres, por mais de 2 anos, variando em intensidade nesse tempo, sem causa orgânica identificável apesar de persistente investigação por múltiplos profissionais". [6][7].
Costuma estar associado ao:
É importante compreender que os sintomas são reais e dolorosos. Assim como é comum que uma pessoa recebe péssimas notícias sinta falta de ar, dor de cabeça, tontura e náusea, não são necessários causas orgânicas para sofrer enorme mal estar. Quanto maior o impacto psicológico, mais grave são os sintomas. Porém, ao mesmo tempo que não se deve tratar com indiferença e desprezo, também não se deve submeter aos exageros do paciente, nem às tentativas de manipulação para evitar responsabilidades.[8]
Esses transtornos são muito incômodos e desgastantes para os profissionais de saúde e podem causar grande prejuízo financeiro e desgaste emocional para a família do indivíduo. Para tratar transtornos somatoformes é recomendado que o paciente faça psicoterapia para encontrar e tratar a raiz de seus sintomas.[9]