Descolamento prematuro da placenta

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Descolamento prematuro da placenta
Descolamento prematuro da placenta
Ilustração das hemorragias internas e externas por placenta abrupta
Sinónimos Placenta abrupta
Especialidade Obstetrícia
Sintomas Hemorragia vaginal, dor na parte inferior do abdómen, pressão arterial perigosamente baixa[1]
Complicações Mãe: coagulação intravascular disseminada, insuficiência renal[2]
Bebé: baixo peso à nascença, parto prematuro, natimorto[2]
Início habitual 24–26 semanas de gravidez[2]
Causas Não são claras[2]
Fatores de risco Fumar, pré-eclampsia, antecedentes de placenta abruta[2]
Método de diagnóstico Baseado nos sintomas, ecografia[1]
Condições semelhantes Placenta prévia, corioamnionite[3]
Tratamento Repouso no leito, parto[1]
Medicação Corticosteroides[1]
Frequência ~0.7% das gravidezes[2]
Classificação e recursos externos
CID-10 O20.0
CID-9 640.03, 640.0, 641.20
DiseasesDB 40
MedlinePlus 000901
eMedicine 252810, 795514
MeSH D000037
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Descolamento prematuro da placenta ou placenta abrupta é o descolamento da placenta da parede do útero antes do momento do parto.[2] A condição é mais frequente por volta das 25 semanas de gravidez.[2] Os sintomas mais comuns são hemorragia vaginal, dor na parte inferior do abdómen e pressão arterial perigosamente baixa.[1] Entre as possíveis complicações para a mãe estão a coagulação intravascular disseminada e insuficiência renal.[2] Entre as possíveis complicações para o bebé estão o sofrimento fetal, baixo peso à nascença, parto prematuro ou morte à nascença.[2][3]

As causas do descolamento prematuro da placenta ainda não são inteiramente claras.[2] Entre os fatores de risco estão fumar, pré-eclampsia, antecedentes de placenta abrupta, trauma físico durante a gravidez, consumo de cocaína e antecedentes de cesariana.[2][1] O diagnóstico tem por base os sintomas e pode ser apoiado por ecografia.[1] A condição é classificada como complicação da gravidez.[1]

Para os casos menos graves é recomendado repouso no leito. Para os casos de maior gravidade ou para aqueles que ocorrem perto da data prevista de parto, pode ser recomendado o parto.[1][4] Em situações estáveis pode ser tentado um parto vaginal, enquanto para outras situações é recomendada a realização de uma cesariana.[1] Em gravidezes com menos de 36 semanas de gestação podem ser administrados corticosteroides para acelerar o desenvolvimento dos pulmões do bebé.[1] O tratamento pode ainda necessitar de transfusões de sangue ou de uma histerectomia de emergência.[2]

O descolamento prematuro da placenta ocorre em 1 entre cada 200 gravidezes.[5] A par da placenta prévia e da ruptura uterina, é uma das causas mais comuns de hemorragias vaginais no último trimestre de gravidez.[6] A condição é a causa de cerca de 15% das mortes fetais por volta do nascimento.[2] A descrição mais antiga da condição que se conhece data de 1664.[7]

Referências

  1. a b c d e f g h i j k «Abruptio Placentae - Gynecology and Obstetrics». Merck Manuals Professional Edition (em inglês). Outubro de 2017. Consultado em 9 de dezembro de 2017 
  2. a b c d e f g h i j k l m n Tikkanen, M (fevereiro de 2011). «Placental abruption: epidemiology, risk factors and consequences». Acta Obstetricia et Gynecologica Scandinavica. 90 (2): 140–9. PMID 21241259. doi:10.1111/j.1600-0412.2010.01030.x 
  3. a b Saxena, Richa (2014). Bedside Obstetrics & Gynecology (em inglês). : JP Medical Ltd. pp. 205–209. ISBN 9789351521037 
  4. Gibbs, Ronald S. (2008). Danforth's Obstetrics and Gynecology (em inglês). : Lippincott Williams & Wilkins. p. 385. ISBN 9780781769372 
  5. Sheffield, F. Gary Cunningham, Kenneth J. Leveno, Steven L. Bloom, Catherine Y. Spong, Jodi S. Dashe, Barbara L. Hoffman, Brian M. Casey, Jeanne S. (2014). Williams obstetrics 24th ed. ISBN 978-0071798938 
  6. Hofmeyr, GJ; Qureshi, Z (outubro de 2016). «Preventing deaths due to haemorrhage». Best Practice & Research. Clinical Obstetrics & Gynaecology. 36: 68–82. PMID 27450867. doi:10.1016/j.bpobgyn.2016.05.004 
  7. The Journal of the Indiana State Medical Association (em inglês). : The Association. 1956. p. 1564