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Um elefante branco em pintura tailandesa do século XIX.
Elefante branco é uma expressão idiomática para uma posse valiosa da qual seu proprietário não pode se livrar e cujo custo (em especial o de manutenção) é desproporcional à sua utilidade ou valor. O termo é utilizado na política para se referir a obras públicas sem utilidade.
O termo tem origem nos elefantes albinos mantidos pelos monarcas do Sudeste Asiático em Myanmar, Tailândia, Laos e Camboja, onde eram considerados sagrados. Possuir um elefante branco era considerado (e ainda é considerado na Tailândia e no Mianmar) um sinal de que o governante reinava com justiça e poder e de que o reino era abençoado com paz e prosperidade. A tradição deriva de contos que associam o elefante branco com o nascimento de Siddhartha Gautama, o Buda, já que a mãe dele teria sonhado com um elefante branco presenteando-a com uma flor de lótus, símbolo de sabedoria e pureza, na véspera do parto.[1] Como os animais eram considerados sagrados e as leis os protegiam do trabalho, receber um elefante branco de presente de um monarca era simultaneamente uma bênção e uma maldição: uma bênção porque o animal era sagrado e um sinal do favoritismo do monarca pelo cortesão que o recebia; uma maldição porque o animal não tinha uso prático (não podia trabalhar) que compensasse o custo de sua manutenção.[2]
A Ordem do Elefante Branco é uma honraria concedida pelo governo da Tailândia. Composta por oito tipos de medalhas, foi criada em 1861 pelo então rei do Sião Rama IV.
Exemplos de supostos elefantes brancos
O Hospital Modelo de Cuiabá, adquirido pelo governo do estado da iniciativa privada em 2003, foi considerado um elefante branco pela jornalista Sandra Carvalho por estar abandonado desde então.[3]
Em Portugal, os estádios de futebol construídos para o Campeonato Europeu de Futebol de 2004, em especial os de Leiria e de Aveiro, em que as próprias autarquias pensaram mesmo em demoli-los [12][13] por darem enormes despesas de manutenção às autarquias locais. Até o Estádio do Algarve, quase é outro elefante branco, serve apenas para alguns jogos de futebol e foi alugado à modestíssima Seleção Gibraltina de Futebol.[14] Há a referir também o Aeroporto de Beja que perdeu o seu único voo comercial previsto para todo o ano de 2014[15] De salientar que esse aeroporto inaugurado em 2011 teve muito poucos voos comerciais. Aquela infraestrutura tornou-se ainda mais inviável pelo abandono da construção da A26, devido a restrições orçamentais que se tornou ela mesmo noutro elefante branco, com algumas infraestruturas como pontes e viadutos ficado inacabados, não servindo para nada.
Na cidade de Santos, há um viaduto que "liga o nada ao lugar nenhum", conhecido popularmente como elefante branco.[16]
Em Florianópolis, o Centro de Cultura e Eventos do UFSC teve uma obra demorada que, pelo tamanho e pelo aparentemente pouco uso, foi chamada de elefante branco pelos estudantes. O prédio é chamado assim até hoje, mesmo depois da conclusão e do prédio passar ter um uso constante contrariando o significado do apelido.[17]
Na cidade de Campo Grande, a obra do Aquário do Pantanal investigada por suspeita de superfaturamento e fraudes pela Polícia Federal, Controladoria Geral da União e pelos Ministérios Públicos estatual e federal. Dos 14 mil peixes comprados ou capturados na natureza, metade já morreu. A Justiça mandou fazer uma nova licitação. O atual governo do estado queria contratar uma empresa sem licitar, alegando que assim o custo seria menor. O Ministério Público impediu.[18]
Ver também
Arquitetura nômade - novo conceito de arquitetura criado com o objetivo de acabar com os elefantes brancos.