O Irlandês é um tópico que despertou interesse e debate ao longo dos anos. Desde a sua criação, tem captado a atenção de pessoas de todas as idades e interesses, tornando-se um fenómeno cultural que transcende fronteiras e gerações. Neste artigo, exploraremos diferentes perspectivas e abordagens relacionadas a O Irlandês, desde seu impacto na sociedade até sua relevância hoje. Através de uma análise detalhada, procuramos compreender melhor este fenómeno e a sua influência em diversas áreas, permitindo assim uma compreensão mais ampla e enriquecedora de O Irlandês.
O Irlandês | |
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'The Irishman' | |
Cartaz promocional | |
![]() 2019 • cor • 209 min | |
Gênero | drama biográfico-policial |
Direção | Martin Scorsese |
Produção | Martin Scorsese Robert De Niro Jane Rosenthal Emma Tillinger Koskoff Irwin Winkler Gerald Chamales Gastón Pavlovich Randall Emmett Gabriele Israilovici |
Roteiro | Steven Zaillian |
Baseado em | I Heard You Paint Houses, de Charles Brandt |
Elenco | Robert De Niro Al Pacino Joe Pesci Harvey Keitel Ray Romano Bobby Cannavale Stephen Graham |
Música | Robbie Robertson |
Cinematografia | Rodrigo Prieto |
Direção de arte | Bob Shaw |
Figurino | Christopher Peterson Sandy Powell |
Edição | Thelma Schoonmaker |
Companhia(s) produtora(s) | TriBeCa Productions Sikelia Productions Winkler Films |
Distribuição | Netflix |
Lançamento | 27 de novembro de 2019 |
Idioma | inglês |
Orçamento | US$ 159–250 milhões |
The Irishman (bra/prt: O Irlandês)[1][2][3][4] é um filme americano de 2019, do gênero drama biográfico-policial, dirigido por Martin Scorsese, com roteiro de Steven Zaillian baseado no livro de memórias I Heard You Paint Houses, do investigador e advogado Charles Brandt.
The Irishman relata a história de Frank "The Irishman" Sheeran, sindicalista ligado ao crime organizado que, pouco antes de morrer, em 2003, confessou ter assassinado o líder sindical Jimmy Hoffa, desaparecido em 1975.
Estrelado por Robert De Niro, Al Pacino e Joe Pesci, o filme segue a história de Sheeran enquanto ele relata seus supostos trabalhos como mercenário para a família criminosa Bufalino. É a nona colaboração entre De Niro e Scorsese, sendo a primeira desde Casino, em 1995; o quarto filme a estrelar De Niro e Pacino (após The Godfather Part II, Heat e Righteous Kill); o quinto a estrelar De Niro e Pesci (após Raging Bull, Once Upon a Time in America, Goodfellas e Casino); o primeiro a estrelar Pacino e Pesci juntos; e a primeira vez em que Scorsese dirige Pacino.
O Irlandês conta a história de Frank "The Irishman" Sheeran, um sindicalista e veterano da Segunda Guerra Mundial que se torna num assassino a soldo para a máfia. Agora velho, Sheeran começa a refletir sobre os eventos que definiram a sua carreira no mundo do crime organizado, no seu envolvimento com a família Bufalino, e nas suas escolhas e acções que tiveram um papel decisivo no desaparecimento do seu amigo de longa data, o líder trabalhista Jimmy Hoffa.[5][6][7]
Após terminar as filmagens de The Departed (no Brasil, Os Infiltrados; em Portugal, The Departed – Entre Inimigos), com Leonardo DiCaprio, Matt Damon, Jack Nicholson, Mark Wahlberg e Martin Sheen, em 2006, o realizador Martin Scorsese revelou que estaria interessado em dirigir no futuro uma adaptação cinematográfica do livro "I Heard You Paint Houses", de Charles Brandt, com Robert De Niro, Al Pacino e Joe Pesci nos principais papéis.[8] O filme iniciou então a sua fase de pré-produção e escrita em 2007.[9][7]
Dois anos depois, em julho de 2009, Brandt recebeu um telefonema de Robert De Niro, que já havia confirmado o seu interesse como protagonista, e agendou uma reunião entre os dois, Scorsese e o roteirista/argumentista Steven Zaillian, afim de falarem sobre o seu projecto cinematográfico.[10] A reunião deveria durar uma hora, mas acabou por demorar quatro horas. Brandt disse que "o material era novo para eles" e Zaillian já tinha um roteiro pronto mas eram necessárias algumas reformulações. Brandt decidiu então criar um roteiro seu, explicando que "Zaillian é um grande escritor, não me interpretem mal Eu queria registrar o material", mas com a demora da nova re-escrita, e as novas versões do material para iniciar as filmagens, o filme foi adiado no calendário de lançamentos da produtora de Scorsese.[11] Forçado a por de lado o seu projecto, Scorsese dirigiu mais quatro filmes, Shutter Island (2010), Hugo (2011), O Lobo de Wall Street (2013) e Silêncio (2016), antes de retornar a The Irishman.
Em setembro de 2014, após anos de "inferno no desenvolvimento", Pacino confirmou que o filme seria o próximo projeto de Scorsese após Silêncio.[12] Um ano depois, em outubro de 2015, De Niro afirmou que o filme poderia começar a ser filmado em 2016 e que Zaillian seria o argumentista/roteirista.[13][14]
Em julho de 2017, Al Pacino e Joe Pesci confirmaram oficialmente a sua participação no elenco do filme, juntamente com Ray Romano, Bobby Cannavale e Harvey Keitel nas negociações finais.[12] Pesci foi abordado 50 vezes antes de concordar em participar; De Niro desempenhou um papel importante em convencer Pesci a assumir o papel, dizendo "Temos que fazer isso. Quem sabe se haverá algo depois?".[15]
Em setembro de 2017, Jack Huston,[16] Stephen Graham,[17] Domenick Lombardozzi, Jeremy Luke, Joseph Russo,[18] Kathrine Narducci,[19] Danny Abeckaser,[20] JC MacKenzie e Craig Vincent[21] juntaram-se ao elenco, assim como Gary Basaraba,[22] Anna Paquin,[23] Welker White,[24] e Jesse Plemons em outubro, e mais tarde, Craig Di Francia[25] Action Bronson,[26] Sebastian Maniscalco[27] e Paul Ben-Victor.[28]
Inicialmente, as filmagens estavam originalmente programadas para começar em agosto de 2017, em Nova York,[29] e nos seus arredores[30] até dezembro de 2017.[31][32] Contudo, a fotografia principal apenas começou a 18 de setembro de 2017[33][34][35] e finalizou a 5 de março de 2018, perfazendo um total de 108 dias de filmagem.[36][15] A fotografia foi filmada em filme de 35 mm, em 117 locais diferentes, com um total de 319 cenas.[37]
O supervisor de efeitos visuais Robert Legato, da Industrial Light & Magic, realizou os efeitos do filme.[38] Em agosto de 2015, Scorsese e De Niro fizeram um teste de imagem, recriando uma cena de Goodfellas (1990), para ver se seria possível rejuvenescê-los digitalmente. Scorsese disse que "o risco estava lá, e era isso. Nós apenas tentamos fazer o filme. Depois de dez anos sentados no sofá, finalmente conseguimos."[6] Em março de 2018, falando sobre o processo de envelhecimento e rejuvenescimento, Pacino disse à IndieWire: "Eu estava a interpretar o Jimmy Hoffa com 39 anos, e eles estão a fazer isso num computador fizemos todos esses testes e coisas e alguém vinha até mim e dizia: 'agora tens 39 anos'. Nesse momento, temos que nos lembrar de algum tipo de memória dos 39 anos, e o nosso corpo tenta-se acostumar a isso e a pensar dessa maneira. Eles estão sempre a relembrarem-nos"[39]
Inicialmente, em maio de 2016, a produtora mexicana Fábrica de Cine ofereceu 100 milhões de dólares para financiar o filme, e através desse acordo a Paramount Pictures manteria os seus direitos domésticos.[40] A IM Global também tentou concorrer pelos direitos de vendas internacionais do filme, contudo a STX Entertainment comprou os direitos de distribuição internacional por 50 milhões de dólares, superando outros estúdios como Universal Pictures, 20th Century Fox e Lionsgate. A Fábrica de Cine fechou o acordo e a Paramount manteve seus direitos domésticos.[41]
Em fevereiro de 2017, a Paramount Pictures cancelou os direitos de distribuição doméstica, após o anúncio de que a Fábrica de Cine não financiaria o filme devido ao seu elevado custo de orçamento. A Netflix avançou então com uma proposta e comprou o filme por 105 milhões, concordando também com o financiamento de 125 milhões e um acordo para data de lançamento prevista para outubro de 2019.[42][43] Em março de 2018, também foi relatado que o orçamento do filme havia aumentado de US $ 125 milhões para US $ 140 milhões, devido, em grande parte, pelos efeitos visuais necessários para fazer De Niro, Pacino e Pesci parecerem mais jovens em várias partes do filme.[44] Em agosto daquele ano, o custo havia subido para US $ 175 milhões e, quando a pós-produção encerrou algumas tarefas, o valor apresentado era o de US $ 200 milhões.[45][46]
Em agosto de 2019, foi relatado que o custo oficial do filme era de US$159 milhões.[47][48]
O músico canadense Robbie Robertson supervisionou a trilha sonora.[49] Possui faixas de música originais e outras preexistentes.[50]
O Irlandês teve a sua estreia mundial no 57º Festival de Nova Iorque, a 27 de setembro de 2019.[51] Está programado para ser exibido com um lançamento limitado a 1 de novembro de 2019 nos Estados Unidos e dia 14 de novembro de 2019 no Brasil em 19 salas e em 15 cidades escolhidas para reproduzir o filme.[52] Em Portugal não houve acordo entre a Netflix e as empresas exibidoras no país, a razão do impasse é a tradicional "janela" de exibição exclusiva nos cinemas.[53] No dia 27 de novembro de 2019 o filme tornou-se disponível no catálogo da Netflix para todos os países.[54]
No agregador de críticas Rotten Tomatoes, o filme possui uma classificação de aprovação de 95% com base em 451 críticas e com uma classificação média de 8,80/10. O consenso dos críticos revelam: "Um drama épico de gangster o Irlandês encontra Martin Scorsese revisitando temas familiares com efeitos pungentes, engraçados e profundos".[55] A Metacritic, que usa uma média ponderada, atribuiu ao filme uma pontuação de 94 em 100 com base em 55 críticos, indicando "aclamação universal".[56]
O realizador Guillermo del Toro, comentou sobre o filme na sua conta do Twitter, comparando-o a Barry Lyndon, de Stanley Kubrick, definindo-o como uma "obra-prima" e "o corolário perfeito entre Goodfellas e Casino".[57] Ava DuVernay também elogiou o filme no Twitter, escrevendo: "o tempo de duração é de 3 horas Para mim, o tempo voou Um filme feito por um cineasta que se sente livre. Que tem todas as ferramentas. O tempo todo. Todo o talento. E faz jus a isso. Uau."
Prêmio/evento | Categoria | Recipiente | Resultado |
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Oscar 2020 | Melhor filme | Robert De Niro, Jane Rosenthal, Martin Scorsese, Emma Tillinger Koskoff | Indicado[58] |
Melhor direção | Martin Scorsese | Indicado[58] | |
Melhor ator coadjuvante | Al Pacino | Indicado[58] | |
Joe Pesci | Indicado[58] | ||
Melhor roteiro adaptado | Steven Zaillian | Indicado[58] | |
Melhor fotografia | Rodrigo Prieto | Indicado[58] | |
Melhor design de produção | Bob Shaw e Regina Graves | Indicado[58] | |
Melhor figurino | Sandy Powell e Christopher Peterson | Indicado[58] | |
Melhor edição | Thelma Schoonmaker | Indicado[58] | |
Melhores efeitos visuais | Ivan Busquets, Leandro Estebecorena, Stephane Grabli, Pablo Helman | Indicado[58] | |
Globo de Ouro 2020 | Melhor filme - drama | Robert De Niro, Jane Rosenthal, Martin Scorsese, Emma Tillinger Koskoff | Indicado[59] |
Melhor direção | Martin Scorsese | Indicado[59] | |
Melhor ator coadjuvante | Al Pacino | Indicado[59] | |
Joe Pesci | Indicado[59] | ||
Melhor roteiro | Steven Zaillian | Indicado[59] | |
BAFTA 2020 | Melhor filme | Robert De Niro, Jane Rosenthal, Martin Scorsese, Emma Tillinger Koskoff | Indicado[60] |
Melhor direção | Martin Scorsese | Indicado[60] | |
Melhor ator coadjuvante | Al Pacino | Indicado[60] | |
Joe Pesci | Indicado[60] | ||
Melhor roteiro adaptado | Steven Zaillian | Indicado[60] | |
Melhor fotografia | Rodrigo Prieto | Indicado[60] | |
Melhor direção de arte | Bob Shaw, Regina Graves | Indicado[60] | |
Melhor figurino | Sandy Powell, Christopher Peterson | Indicado[60] | |
Melhor edição | Thelma Schoonmaker | Indicado[60] | |
Melhores efeitos visuais | Ivan Busquets, Leandro Estebecorena, Stephane Grabli, Pablo Helman | Indicado[60] |