No mundo de Curimbó (instrumento), existe uma ampla gama de informações, opiniões e perspectivas que se entrelaçam para moldar a compreensão e o conhecimento sobre este tema. Da história ao presente, Curimbó (instrumento) tem desempenhado um papel significativo em diversas áreas, despertando o interesse de especialistas, entusiastas e curiosos. Ao longo do tempo, foi debatido, estudado e analisado de diversas formas, permitindo uma visão mais completa e detalhada de Curimbó (instrumento). Neste artigo, exploraremos as muitas facetas de Curimbó (instrumento), examinando suas origens, impacto e relevância no presente, com o objetivo de fornecer uma perspectiva abrangente sobre este tópico fascinante.
Curimbó (instrumento) | |
---|---|
Grupo de carimbó Mestre Damasceno e os Nativos Marajoara, com os executantes do curimbó sentados sobre os instrumentos, no centro da imagem. | |
Informações | |
Classificação | Percussão |
Classificação Hornbostel-Sachs | 211.251.2 |
O curimbó (do tupi-guarani curi m'bó, "tambor") é um instrumento musical de origem indígena, da família dos membranofones percutidos. É utilizado para marcar o ritmo no carimbó, folguedo popular paraense, cujo nome deriva justamente do instrumento.[1][2]
A primeira descrição do uso do curimbó foi feita pelo jesuíta Frei João Daniel, que em 1767 relatou que os índios Tupinambás dançavam e cantavam ao som de um tambor feito de um tronco oco, coberto por uma pele de animal em uma das extremidades. O executante tocava sentado sobre o tronco, usando as mãos como baquetas, o que ainda se verifica nos dias atuais.[2]
A primeira referência bibliográfica ao curimbó ou carimbó como instrumento de percussão, foi registrada no "Glossário Paraense" de 1905, onde ele é citado como:[3]
Atabaque, tambor, provavelmente de origem africana. É feito de um tronco, internamente escavado, de cerca de um metro de comprimento e de 30 centímetros de diâmetro; sobre uma das aberturas se aplica um couro descabelado de veado, bem entesado. Senta-se o tocador sobre o tronco, e bate em cadência com um ritmo especial, tendo por vaquetas as próprias mãos.
O curimbó constitui-se num tambor cilíndrico com uma das bocas coberta com um couro de animal (usualmente, de boi). No carimbó, são geralmente usados aos pares, um alto (timbre agudo), também chamado de "repique" e outro baixo (timbre grave), denominado "marcação" ou "marcador".[2][3]